Um convite para contemplar Cristo
Estamos nos aproximando de mais um tempo de contemplação da salvação que encontramos em Cristo Jesus. Ao longo da história, muitas celebrações foram cercadas de símbolos, tradições e afetos, mas a Páscoa permanece apontando para o centro da nossa fé: Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Cordeiro prometido, o Redentor que foi entregue por amor e ressuscitou em glória.
É tempo de lembrar Seu amor, Seu sacrifício, Sua obediência e Sua vitória. É tempo de recordar que a nossa esperança tem nome, e que esse nome é Jesus.
A Páscoa nos chama a lembrar quem Ele é. Aquele que veio em obediência ao Pai. Aquele que sofreu sem pecado. Aquele que tomou sobre Si a culpa que não era Sua. Aquele que venceu a morte e abriu o caminho de volta à presença de Deus.
A Páscoa atravessa toda a história bíblica
No Egito, a primeira Páscoa foi instituída em uma noite de juízo e livramento. Cada família de Israel deveria separar um cordeiro, sacrificá-lo e marcar com seu sangue os umbrais de suas portas. Da última praga, a morte dos primogênitos, as casas marcadas seriam poupadas, e o povo seria conduzido à liberdade.
Desde aquele momento, a Páscoa carregava um anúncio: o cordeiro sacrificado apontava para Cristo. O sangue sobre as portas anunciava o sangue da nova aliança. A libertação do Egito projetava uma redenção ainda maior.
Ao longo das Escrituras, o Senhor conduz a história até Seu Filho. O que antes aparecia em promessa, se torna pleno em Jesus.
Cristo, o Cordeiro perfeito
Jesus é o Cordeiro perfeito, separado para o sacrifício, entregue no tempo certo e exaltado em glória.
Na cruz, Seu sangue sela a redenção. Na ressurreição, a vitória sobre a morte é proclamada. Tudo o que antes era anúncio encontra nEle seu cumprimento. Contemplar a Páscoa é, portanto, contemplar o próprio Cristo: o Redentor, o Filho unigênito do Pai, aquele em quem encontramos salvação.
Essa verdade reorganiza a maneira como nossos lares enxergam a Páscoa. O centro da celebração está em nosso Senhor e Salvador. É Ele quem dá sentido à lembrança. É Ele quem sustenta a esperança.
A Palavra nos ensina a ver Cristo
Uma das formas mais preciosas de viver esse tempo é permanecer nas Escrituras. A Palavra nos conduz a ver, com mais clareza, quem é Jesus e o que Sua obra realizou.
O Verbo se fez carne (João 1:1-5;14)
Jesus é Deus. Estava com Deus na criação e, por meio dele, todas as coisas foram criadas. Sendo Deus, ainda veio ao mundo como sacrifício voluntário por nossos pecados.
A cruz carrega a profundidade do amor divino. O Filho eterno entrou no tempo. O Criador se fez parte da criação. A Palavra se fez carne. Aquele que é Santo se aproximou da humanidade caída para cumprir Seu propósito de graça e misericórdia.
Todos pecaram (Romanos 3:23-26)
As Escrituras declaram que todos pecaram. Não alguns. Não poucos. Todos.
Por isso, a salvação não poderia nascer do mérito humano. Nenhuma disciplina, nenhuma bondade aparente, nenhuma tradição religiosa teria poder para apagar a culpa.
A justiça de Deus não foi anulada. Ela foi satisfeita em Jesus.
O Servo ferido em nosso lugar (Isaías 53:4-6)
Há textos que nos permitem aproximar nossos corações da cruz com mais profundidade. Isaías 53 é um deles.
Nele, as Escrituras anunciam com impressionante clareza que o Messias não sofreria por Si mesmo. Ele seria ferido por causa das nossas transgressões. Carregaria sobre Si o castigo que seria nosso. Suportaria a dor para que houvesse restauração.
“Não seja feita a minha vontade” (Lucas 22:39-46)
Antes da cruz erguida diante dos homens, houve uma rendição silenciosa diante do Pai.
No Getsêmani, Jesus demonstra a profundidade da Sua obediência. Ali, a alma do nosso Senhor e Salvador é apertada pela consciência do cálice que seria bebido. O preço da redenção era estar debaixo da completa ira do Criador. O preço era afastamento da misericórdia de Deus. O peso foi muito além da dor física da cruz.
Ele vive (João 20:1-18)
Mas, a morte não venceu. O Cristo que foi ferido e sepultado está vivo!
A pedra removida anuncia: por nós, Jesus tem vitória sobre a morte. O Senhor ressuscitado nos chama pelo nome. O Deus vivo se revela àqueles que o procuram.
O sacrifício do Messias nos traz vida, e sua ressurreição nos traz esperança.
